Acusado de hackeamento no caso Master desembarca em Guarulhos

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Victor Sedlmaier, acusado de participar de ataques cibernéticos para o extinto Banco Master, foi deportado de Dubai e desembarcou no Aeroporto Internacional de Guarulhos.

A Polícia Federal (PF) executou o mandado de prisão de Sedlmaier, que é suspeito de integrar o grupo conhecido como “Os Meninos”. Este grupo era especializado em invasões telemáticas e monitoramento digital ilegal em favor de Daniel Vorcaro, ex-proprietário do Banco Master.

A PF investiga Sedlmaier e outros dois hackers, David Henrique Alves e Rodrigo Pimenta Franco Avelar Campos. Eles são suspeitos de receber cerca de R$ 35 mil por mês para atuar como o “braço tecnológico” de Vorcaro.

A defesa de Sedlmaier negou que ele estivesse foragido. Segundo a defesa, o investigado tem colaborado com as investigações e pretende esclarecer os fatos ao longo do processo.

Sedlmaier era um dos alvos de um mandado de prisão na mais recente fase da operação Compliance Zero, que ocorreu em 14 de setembro. No total, foram decretadas sete prisões pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça. Na época, Sedlmaier não havia sido localizado.

De acordo com o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, a cooperão policial foi realizada por meio da Interpol, resultando na deportação de Sedlmaier. “A Polícia Federal acionou mecanismos de cooperação policial internacional junto às autoridades de Dubai, resultando na não admissão do investigado e em sua imediata deportação ao Brasil”, informou a PF.

A defesa de Sedlmaier relata que acompanha o caso desde março de 2026, quando ocorreu a apreensão de seus bens, e que ele já declarou seu depoimento à época. A defesa afirma que tem buscado acesso integral aos autos e investigações, sem sucesso até o momento.

Ressalta ainda que não teve acesso ao depoimento de Sedlmaier nem aos procedimentos investigativos, o que compromete o direito de defesa e do contraditório, conforme previsto na Constituição Federal.

A defesa repudia a afirmação de que Sedlmaier seria foragido. O advogado esclarece que ele saiu do país com passaporte emitido pela Polícia Federal, sem restrições judiciais. Além disso, destaca que Sedlmaier já havia colaborado com as autoridades anteriormente.

Informações sobre o suposto envolvimento de Sedlmaier em crimes serão apresentadas e esclarecidas no devido processo legal, ressaltando que o acesso aos elementos investigativos ainda não foi concedido à defesa.

A defesa se compromete a adotar todas as medidas judiciais necessárias para garantir o direito de defesa e acesso aos autos, assegurando as garantias constitucionais do investigado.

 

Contexto e desdobramentos

Com base nas informações já publicadas, o tema segue em monitoramento e pode ganhar novos desdobramentos.

O que acompanhar

A recomendação editorial é acompanhar atualizações oficiais e impactos práticos para o público.

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