A Polícia Civil deflagrou nesta terça-feira (19) a Operação SP Advocacia Mais Segura para combater o golpe do falso advogado em todo o Estado de São Paulo.
A ação, realizada em parceria com a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-SP), cumpre 26 mandados judiciais e já resultou na prisão de oito pessoas na capital paulista. A quadrilha é acusada de criar uma estrutura altamente tecnológica para enganar clientes que aguardavam a liberação de valores de processos na Justiça.
Movimentação financeira e vítimas identificadas
Segundo as investigações coordenadas pela Delegacia Seccional de São José do Rio Preto, o grupo criminoso conseguiu movimentar cerca de R$ 10 milhões entre outubro do ano passado e abril deste ano. Até o momento, 12 vítimas já foram identificadas oficialmente, com um morador de São José do Rio Preto tendo perdido R$ 35 mil.
“O número de vítimas e o prejuízo total podem ser ainda maiores, pois há casos em que não houve registro”, alertou o delegado seccional de Rio Preto, Everson Aparecido Contelli.
Métodos utilizados pela quadrilha
O esquema funcionava de forma organizada. Os criminosos utilizavam uma central telefônica para contatar pessoas que tinham ações judiciais em andamento no interior e no litoral de São Paulo. Se passando pelos defensores reais das vítimas, os golpistas enviavam falsas decisões judiciais e solicitavam transferências bancárias via Pix sob a promessa de liberar o dinheiro dos processos.
Para aumentar a credibilidade, empregavam ferramentas de tecnologia que imitavam com precisão a voz dos advogados verdadeiros. A Polícia Civil ainda informou que a organização criminosa tinha alcance nacional, somente uma das mulheres presas movimentou mais de R$ 3 milhões em suas contas sem comprovação de origem legal.
Logística da operação e consequências legais
A operação de hoje contou com a participação de 70 policiais civis e 25 viaturas, visando cumprir 10 mandados de prisão temporária e 15 de busca e apreensão. A Justiça também determinou o bloqueio e o sequestro de bens e contas bancárias dos suspeitos, com o objetivo de ressarcir o dinheiro das vítimas. Os presos responderão pelos crimes de estelionato, lavagem de dinheiro e associação criminosa.



