Centenas de jovens participam, nesta semana, do Eniac Innovation Fest, no Centro Universitário Eniac, em Guarulhos, abordando o tema da inteligência artificial.
Evento reúne networking, acesso a especialistas e hackathon
A iniciativa oferece a oportunidade de interação com especialistas em IA, inovação e tecnologia, além de promover networking e permitir a participação em um hackathon, que é uma maratona de soluções tecnológicas.
O evento é aberto aos estudantes do Eniac e à comunidade guarulhense. Os organizadores solicitam a doação de um quilo de alimento não perecível, que será destinado a projetos sociais. Os interessados podem se inscrever pelo link https://www.eniac.edu.br/innovation-fest.
Pedro Guerios, vice-reitor do Eniac, afirmou que a instituição continua focada no desenvolvimento tecnológico, mesmo após a recente expansão para a implementação de cursos na área da Saúde, especialmente em Medicina.
“A ideia é trazer para a nossa cidade palestrantes importantes e workshops de grandes empresas de tecnologia, proporcionando um ambiente de aprendizado e troca sobre o que há de mais inovador no mundo”, comentou.
A abertura ocorreu nesta segunda-feira com uma palestra magna sobre estratégia e inovação nas empresas na era digital, ministrada por Cláudio José Carvajal Júnior, da Singular Next. Nesta quinta-feira (9), serão realizadas palestras sobre crimes cibernéticos e inovações tecnológicas, além de um painel de debate intitulado “Inovação a serviço da vida”. A conclusão do evento ocorre nesta sexta-feira (10), com a final do Hackathon EniacLab e a cerimônia de encerramento.
Discussões sobre o futuro da tecnologia
Na quarta-feira (8), o painel “O Futuro da Tecnologia é Agora” foi moderado pelo professor Lucas Carlos de Sousa. Os painelistas discutiram a evolução industrial em direção à Indústria 5.0 e a importância da inteligência artificial no ambiente corporativo.
Ivan Vianna, CEO da Previsiown, destacou a necessidade de governança da inteligência artificial nas empresas. “Ainda há dificuldades no mercado para estruturar essa governança. Sem o devido direcionamento, podem surgir problemas na produção”, explicou.
“É preciso criar ambidestria: respeitar os processos atuais, mas olhar para o futuro. Há resistência à mudança em ambientes industriais, mas isso deve ser superado”, completou Vianna.
Marcelo Pinheiro, diretor de operações da SBX–ITF, ressaltou que muitas empresas ainda não exploraram o potencial da tecnologia. “Parte do mercado ainda está focada apenas na sobrevivência financeira e existe uma confusão entre automação e inteligência artificial. Quem não investir em inovação tende a ficar para trás”, afirmou.
Eliza Flores, especialista em computação espacial, comentou sobre o papel da tecnologia na experiência humana. “Quando saímos da tela e levamos a tecnologia para o ambiente, criamos novas formas de interação”, disse.
“No fim, não se trata apenas de tecnologia, mas de pessoas e de como conseguimos engajá-las emocionalmente no processo de aprendizagem”, completou.
Jaime Minquini, da Festo, enfatizou a importância das competências comportamentais no setor industrial, afirmando que “o conhecimento técnico é importante, mas habilidades como trabalho em equipe são cada vez mais valorizadas”.
“Além da tecnologia, temas como sustentabilidade e consumo de energia devem orientar os próximos passos do setor”, concluiu.


