O valor da cesta básica na cidade de São Paulo aumentou 0,31% entre janeiro e fevereiro de 2026, conforme levantamento da Fundação Procon-SP em parceria com o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos.
Fatores de aumento no mês
O custo médio da cesta básica passou de R$ 1.277,11 para R$ 1.281,04. Entre os itens que impactaram o orçamento das famílias, a dúzia de ovos se destacou, com um aumento de 9,21%, indo de R$ 9,56 em janeiro para R$ 10,44 em fevereiro. Essa alta é atribuída ao crescimento das exportações e à maior demanda no mercado interno.
Outros produtos em alta
Além dos ovos, outros produtos contribuíram para a elevação dos preços:
Feijão: Aumento de 6,30%, passando de R$ 6,19 para R$ 6,58 o quilo. Essa alta foi influenciada pela menor oferta e dificuldades na colheita.
Extrato de tomate: O preço subiu 8,78%, de R$ 4,33 para R$ 4,71, impactado por condições climáticas adversas que afetaram a produção.
Análise por categorias
Na segmentação por categorias de produtos, os itens de limpeza apresentaram a maior variação, com um aumento de 2,46%. Já a alimentação teve uma leve alta de 0,06%, enquanto a higiene pessoal cresceu 1,39%.
Desempenho acumulado
Embora tenha ocorrido um leve aumento mensal, o levantamento aponta queda no acumulado:
2026 (até fevereiro): -0,38%
Últimos 12 meses: -6,25%
No período, itens como alho (-36,94%), arroz (-35,87%) e cebola (-21,25%) apresentaram as maiores reduções.
Influência dos fatores de preço
As oscilações nos preços da cesta básica são influenciadas por diversos fatores, incluindo condições climáticas, sazonalidade, oferta e demanda, variações cambiais e custos de produção.



