O colesterol elevado em cães e gatos é um indicativo de doenças metabólicas e hormonais.
O que é a hipercolesterolemia em animais?
O colesterol elevado não é uma condição exclusiva dos humanos. Cães e gatos também apresentam alterações nos níveis de gordura no sangue, quadro conhecido na medicina veterinária como hipercolesterolemia. Apesar de raramente causar problemas cardiovasculares graves nos animais, a condição serve como um alerta para doenças metabólicas e hormonais que podem estar ocultas.
Funções do colesterol no organismo animal
Segundo a médica-veterinária Farah Ramalho, o colesterol alto geralmente não é a doença principal, mas um indicativo de que é necessária uma investigação mais aprofundada. Assim como nos humanos, o colesterol participa de funções essenciais no corpo dos animais. Essas funções incluem a produção de hormônios, a síntese de vitamina D e a formação das membranas celulares.
No entanto, a resposta clínica é diferente nos pets. Animais possuem menor predisposição ao desenvolvimento de placas de gordura nas artérias, tornando infartos e aterosclerose extremamente raros na rotina veterinária.
Doenças associadas à hipercolesterolemia
A hipercolesterolemia em pets está frequentemente associada a outras condições de saúde. As principais causas incluem:
Hipotireoidismo, diabetes mellitus, síndrome de Cushing, obesidade, pancreatite, doenças hepáticas e alimentação inadequada.
Nos gatos, o colesterol elevado também pode estar relacionado à lipidose hepática e problemas biliares. Na maioria dos casos, cães e gatos não apresentam sintomas evidentes, o que dificulta a identificação precoce do problema. Quando surgem sinais clínicos, estes podem incluir alterações oculares, presença de gordura nos vasos da retina, lesões cutâneas e predisposição à pancreatite, especialmente em cães.
De acordo com a veterinária, o maior risco não está diretamente no colesterol elevado, mas nas doenças que ele pode indicar.
Diagnóstico e tratamento do colesterol alto
O diagnóstico da hipercolesterolemia é realizado através de exames de sangue que avaliam os níveis de colesterol e triglicerídeos. Esses exames são normalmente feitos após um jejum de 8 a 12 horas. A interpretação dos resultados deve levar em conta fatores como a espécie, o histórico clínico e o estado geral do animal.
O tratamento varia conforme a causa da alteração metabólica. Muitas vezes, o foco é no controle da doença subjacente, além de mudanças alimentares e controle de peso. Entre os medicamentos utilizados estão a ezetimiba, que reduz a absorção intestinal de colesterol, e o bezafibrato, utilizado para controle de triglicerídeos e equilíbrio lipídico.
A manipulação veterinária facilita a administração dos medicamentos, com opções em formatos e sabores atrativos para os animais.
A importância do acompanhamento veterinário
Especialistas destacam que exames periódicos e acompanhamento veterinário regular são essenciais para identificar alterações metabólicas precocemente. Além disso, uma alimentação equilibrada, controle de peso e hábitos saudáveis são fundamentais para prevenir complicações e melhorar a qualidade de vida dos pets.


