Morar em Guarulhos continua sendo mais barato do que viver na capital paulista, mas o custo de vida na cidade aumentou nos últimos anos.
Morar em Guarulhos continua sendo mais barato do que viver na capital paulista, mas o custo de vida na cidade aumentou nos últimos anos. Os gastos com aluguel, condomínio, alimentação, transporte e combustível pressionam o orçamento dos moradores, especialmente após os sucessivos reajustes registrados desde a pandemia.
Um levantamento realizado pelo GWEB, com dados do mercado imobiliário, preços de supermercados e custos de transporte, revela que uma família de quatro pessoas pode gastar entre R$ 4 mil e R$ 8 mil por mês para manter um padrão médio na cidade.
Aluguel continua sendo o principal gasto
A despesa com moradia continua a ser a que mais pesa nos bolsos dos guarulhenses.
Nos bairros tradicionais de classe média, como Vila Galvão, Gopoúva, Maia, Macedo e Vila Augusta, o aluguel de um apartamento de dois dormitórios varia entre R$ 1.800 e R$ 3.500 por mês, dependendo da localização e da estrutura do condomínio.
Em regiões mais valorizadas, próximas ao Bosque Maia ou a empreendimentos novos, os valores podem ultrapassar R$ 4 mil mensais. Por outro lado, bairros mais afastados do Centro ainda oferecem opções abaixo de R$ 1.500.
Condomínio já supera contas básicas
Outro item que teve aumento significativo nos últimos anos é a taxa de condomínio.
Em muitos prédios de padrão médio, a taxa varia entre R$ 500 e R$ 1.000 mensais. Empreendimentos com lazer completo, como academia, piscina e portaria 24 horas, podem ultrapassar R$ 1.200.
Para muitas famílias, o condomínio já representa uma despesa superior às contas de água, luz e internet somadas.
Alimentação consome parcela importante da renda
O custo da alimentação em Guarulhos também aumentou.
Atualmente, uma família de quatro pessoas gasta entre R$ 1.200 e R$ 2.000 por mês com compras básicas em supermercados, dependendo dos hábitos de consumo e da presença de produtos industrializados.
Ítens como carnes, café, leite e produtos hortifrutigranjeiros estão entre os que mais sofreram reajustes nos últimos anos. Além disso, refeições fora de casa geram despesas ainda maiores, variando entre R$ 25 e R$ 50 por pessoa para um almoço executivo.
Transporte exige atenção
A tarifa de ônibus municipal é uma das principais despesas mensais para quem utiliza transporte público em Guarulhos.
Já os motoristas enfrentam elevados gastos com combustível, estacionamento, manutenção e seguro. Considerando um veículo popular utilizado diariamente, o custo mensal pode variar entre R$ 800 e R$ 1.500, dependendo da quilometragem percorrida.
Quanto uma família precisa ganhar?
Especialistas em finanças pessoais recomendam que os gastos com moradia não ultrapassem 30% da renda familiar.
Com base nos custos médios em Guarulhos, uma família que vive em imóvel alugado, possui carro e mantém despesas regulares de alimentação e serviços precisa de uma renda mensal entre R$ 6 mil e R$ 10 mil para manter um padrão de vida confortável e sem comprometer excessivamente o orçamento.
Guarulhos ainda é mais barata que São Paulo
Apesar do aumento dos custos, Guarulhos continua a oferecer vantagens em relação à capital paulista.
Os valores dos aluguéis são significativamente inferiores aos encontrados em bairros equivalentes na cidade de São Paulo, o que justifica a forte expansão imobiliária nos últimos anos.
A localização estratégica, a proximidade com as rodovias Presidente Dutra, Fernão Dias e Ayrton Senna, além da presença do Aeroporto Internacional, continuam atraindo moradores e investidores.
Quanto custa morar em Guarulhos?
Estimativa mensal para uma família de quatro pessoas
Aluguel: R$ 1.800 a R$ 3.500
Condomínio: R$ 500 a R$ 1.000
Alimentação: R$ 1.200 a R$ 2.000
Energia, água e internet: R$ 300 a R$ 700
Transporte: R$ 400 a R$ 1.500
Total estimado: entre R$ 4.200 e R$ 8.700 por mês.
Cidade segue atraente para morar
Apesar do aumento dos custos de vida, Guarulhos continua sendo uma das cidades mais procuradas da Região Metropolitana de São Paulo. A cidade oferece infraestrutura urbana consolidada, acesso ao mercado de trabalho e opções de moradia mais acessíveis em comparação à capital.
Para quem pretende se mudar ou reorganizar o orçamento, é recomendado pesquisar antes de fechar contratos de aluguel e acompanhar os preços dos itens de consumo, que impactam diretamente o bolso dos moradores.



