Seleção do Irã enfrenta entraves de imigração após estreia na Copa

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A seleção do Irã enfrenta desafios de imigração após a estreia na Copa do Mundo de 2026.

Entraves de imigração e ordens de saída

A estreia da seleção iraniana na Copa ocorreu em 15 de novembro, quando empatou em 2 a 2 com a Nova Zelândia em Los Angeles. Após a partida, a delegação enfrentou entraves com a imigração dos Estados Unidos e recebeu uma “ordem imediata” para deixar o país.

A maior tensão se deu no aeroporto de Los Angeles, de onde a equipe deveria retornar a Tijuana, no México. O capitão Mehdi Taremi e o auxiliar técnico Saeid Alhouei foram retidos pelas autoridades. Segundo agências iranianas, ambos enfrentaram um “atraso injustificado” na checagem de passaportes e foram liberados apenas após procedimentos burocráticos.

Críticas à logística e vistas restritas

O técnico Amir Ghalenoei criticou a logística das autoridades locais, que impediram os atletas de pernoitar em Los Angeles. Ele afirmou: “Devíamos ficar aqui esta noite para nos recuperarmos, mas não nos permitiram. Acho que talvez nossa equipe seja a mais oprimida de toda a Copa do Mundo.”

A partir da recente tensão entre os países, a Fifa e o governo dos EUA criaram novas diretrizes. A seleção iraniana deve permanecer em Tijuana e pode ingressar nos EUA 36 horas antes de cada partida. Atualmente, a Federação Iraniana de Futebol (FFIRI) trabalha para resolver um problema envolvendo o atacante Mehdi Torabi, que possui um visto de entrada única, diferente do restante do elenco, que tem vistos de múltiplas entradas.

As próximas partidas do Irã na fase de grupos ocorrerão em solo norte-americano: contra a Bélgica em Los Angeles e contra o Egito em Seattle. A FFIRI precisa emitir uma autorização emergencial para permitir que Torabi participe das partidas.

“Não é bom para o futebol. A Fifa precisa nos ajudar mais. É muito ruim e afeta nossa equipe, e nós só queremos paz,” afirmou Taremi.

Contexto geopolítico e acordo de cessar-fogo

A estreia do Irã na Copa coincide com um avanço diplomático, pois Estados Unidos e Irã assinaram um acordo de cessar-fogo, visando encerrar a guerra iniciada em fevereiro. O novo acordo prevê uma trégua militar imediata, retirada de navios norte-americanos e a reabertura do Estreito de Ormuz.

Contudo, a situação continua restritiva para os cidadãos iranianos, uma vez que os EUA confiscaram os ingressos que pertenciam à federação iraniana, impedindo que torcedores comparecessem aos jogos dentro dos estádios.

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